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Vídeo HD da Nebulosa de Órion‬ em 3D pelo ‪Telescópio Hubble‬ da ‪NASA‬

A Agência Espacial Norte Americana (NASA) acaba de divulgar um vídeo em alta resolução com imagens 3D da nebulosa de Órion.

Para quem não sabe, a nebulosa é visível em qualquer ponto da Terra, devido ao alto brilho que ela emite. Para enxergá-la a olho nu, basta encontrar as Três Marias, que compõem o Cinturão de Órion, a aproximadamente 1.300 anos-luz da Terra.

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Vídeo HD da Nebulosa de Órion

O vídeo feito pela NASA utilizou imagens capturadas pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, através da visão infravermelha.

Essa é a primeira vez que a nebulosa pode ser vista em três dimensões, estrelas em formação e outras de grandes dimensões.

Mas é claro que a NASA teve que usar alguns efeitos para que as imagens ficassem assim. Foram utilizadas técnicas cinematográficas para dar uma perspectiva mais real.

A nebulosa de Órion é constituída de poeira estelar, hidrogênio, hélio e outros tipos de gases.

Vídeo em HD da Nebulosa de Órion

História da Nebulosa de Órion

nebulosa de Órion, também descrita como M42 ou NGC 1976, de acordo com a nomenclatura astronômica, é uma nebulosa difusa que se encontra entre 1500 e 1800 anos-luz do Sistema Solar, e situada a sul do Cinto de Órion.

Os Maias provavelmente já conheciam esta nebulosa. Num conto popular da cultura maia fala-se sobre uma parte do céu da constelação de Órion, conhecida como Xibalbá. Oficialmente, foi descoberta por Nicolas-Claude Fabri de Peiresc em 1610 (anteriormente havia sido classificada como estrela – Theta Orionis).

Em 1902, Vogel e Eberhard descobriram no interior da nebulosa velocidades irregulares, e em 1914 astrônomos da cidade francesa de Marselha usaram um interferômetro para detectar variações na rotação e movimentos irregulares. Campbell e Moore confirmaram estes resultados mediante o uso de um espectrógrafo, demonstrando assim as turbulências do interior da nebulosa.

Em 1931, Robert J. Trumpler apercebeu-se de que as estrelas desbotadas próximas ao Trapézio formavam um cúmulo, e foi o primeiro a denominar este objeto com o nome de “cúmulo do Trapézio”. Baseando-se em tipos espectrais e magnitudes, calculou uma distância de 1800 anos-luz. Este valor era três vezes superior à distância aceite na época, mas é a que mais se aproxima ao valor atual.

Em 1993, o Telescópio espacial Hubble observou pela primeira vez a nebulosa de Órion. Desde então, a nebulosa foi estudada e examinada em profundidade em múltiplas ocasiões, e as imagens obtidas foram empregue para realizar um modelo detalhado da nebulosa em três dimensões. Discos protoplanetários foram observados em torno de estrelas recém formadas, bem como foram estudados os efeitos destrutivos dos altos níveis de energia ultravioleta provenientes das estrelas mais massivas.

Em 2005, a Câmara avançada para sondagens do Telescópio espacial Hubble tomou a imagem mais detalhada da nebulosa. Para obter a imagem, o telescópio teve de completar 104 órbitas, e capturar cerca de 3000 estrelas por baixo da 23ª magnitude, incluídas várias anãs castanhas e possíveis anãs castanhas binárias.

Em 2006, a equipe de cientistas do Telescópio espacial Hubble anunciou a primeira anã marrão binária. Este sistema binário de anãs castanhas encontra-se na nebulosa de Órion e possuem aproximadamente massas de 0,054 massas solares e 0,034 massas solares respectivamente, com um período orbital de 9,8 dias. É de notar que a anã marrão mais massiva das duas é também a menos luminosa.

Estrelas da Nebulosa de Órion

Existem muitas outras (fracas) nebulosas ao redor da nebulosa Orion e existem muitas formações de estrelas na região. A nebulosa Orion é, provavelmente, a nebulosa mais ativamente estudada do céu.

A nebulosa de Órion faz parte de uma imensa nuvem de gás e poeira chamada Nuvem de Órion, que se estende pelo centro da constelação de Órion e que contém também o anel de Barnard, a nebulosa cabeça de cavalo, a nebulosa De Mairan, a Messier 78, e a nebulosa da Chama.

Formam-se estrelas ao longo de toda a nebulosa, depreendendo grande quantidade de energia térmica, e por isso o espectro predominante é o infravermelho.

A nebulosa de Órion contém um aglomerado estelar aberto de recente formação denominado cúmulo do Trapézio, devido ao asterismo das suas quatro estrelas principais. Duas delas podem ser observadas como estrelas binárias em noites com pouca perturbação atmosférica.

As estrelas do cúmulo do Trapézio acabam de se formar, são muito novas, e fazem parte de um massivo aglomerado estelar com uma massa calculada em 4500 massas solares dentro de um rádio de 2 parsecs chamado Cúmulo da Nebulosa de Órion, um agrupamento de aproximadamente 2000 estrelas e com um diâmetro de 20 anos-luz.

Este cúmulo poderia ter conteúdo faz 2 milhões de anos a várias estrelas fugitivas, entre elas AE Aurigae, 53 Arietis, ou Mu Columbae, que se movem atualmente com velocidades próximas aos 100 km/s.

Cores da Nebulosa de Órion

Os observadores aperceberam-se de que a nebulosa possui zonas verdosas, além de algumas regiões vermelhas e outras azuladas.

A tonalidade vermelha é explicada pela emissão de uma combinação de linhas de radiação do hidrogênio, Hα, com um comprimento de onda de 656,3 nanômetros. A cor azul-violeta é o reflexo da radiação das estrelas de tipo espectral O (muito luminosas e de cores azuladas) sobre o centro da nebulosa.

A cor verdosa foi uma preocupação para os astrônomos no início do século XX, pois nenhuma das raias espectrais conhecidas podia explicar o fenômeno.

Especulou-se que estas linhas eram causadas por um elemento totalmente novo, e este elemento teórico foi chamado de “nebulium”. Mais tarde, com maior profundidade no conhecimento da física dos átomos, concluiu-se que tal espectro verdoso era causado pela transição de um elétron sobre um átomo de oxigênio duplamente ionizado.

Contudo, este tipo de radiação é impossível de reproduzir nos laboratórios, pois depende de um meio com umas características apenas existentes nas entranhas do espaço.

Origem do nome da Nebulosa de Órion

O seu nome provém da sua localização na constelação Orion. Possui 25 anos-luz de diâmetro, uma densidade de 600 átomos/cm³ e temperatura de 70 K. Trata-se de uma região de formação estelar: em seu interior as estrelas estão nascendo e começando a brilhar constantemente.

Há uma enorme concentração de poeira estelar e de gases nessa região, o que sugere a existência de água, pela junção de hidrogênio e oxigênio.

Via Wikipédia


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