Transplante de coração pode ser feito usando órgãos de animais?

No mundo da medicina, uma revolução está acontecendo, e ela envolve a possibilidade de realizar transplantes de coração com órgãos de animais. Essa ideia, que antes parecia coisa de filmes de ficção científica, está cada vez mais próxima da realidade graças aos avanços na tecnologia médica.

A demanda por órgãos humanos para transplantes é muito maior do que a oferta disponível. Isso resulta em longas listas de espera e, em muitos casos, perda de vidas preciosas. É aí que entra a ideia do “xenotransplante,” que é o uso de órgãos de animais, especialmente porcos, para realizar transplantes em humanos. Saiba mais a seguir.

Desafios no transplante

Imagem: mi_viri / shutterstock.com

O grande desafio tem evitar a rejeição dos órgãos estranhos pelo corpo humano, já que nosso sistema imunológico está naturalmente programado para proteger o corpo, independentemente da origem do órgão.

No teste conduzido, o paciente que recebeu o coração de um animal, infelizmente apenas conseguiu sobreviver por um período de dois meses.

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Coração Artificial

Outro avanço crucial reside no emprego do coração artificial como substituto desse órgão vital. Trata-se de dispositivos implantáveis que desempenham as funções do coração, funcionando de maneira semelhante a uma máquina que realiza pulsos de forma eficaz.

Contudo, é importante destacar que sua implementação é bastante cara e, por essa razão, ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente.

O que esperar dessas novidades no futuro da medicina?

Apesar de todos esses avanços empolgantes, há questões éticas importantes a serem abordadas. Uma delas é o tratamento dos animais envolvidos nos experimentos. Além disso, há preocupações sobre a possibilidade de vírus transmitidos dos animais para os humanos.

O futuro da medicina é empolgante e cheio de possibilidades. No entanto, é crucial que essas inovações estejam disponíveis para todos, não apenas para aqueles que podem pagar por elas. A pesquisa, a formação de profissionais de saúde e políticas de saúde pública adequadas são essenciais para garantir que a medicina avance de forma inclusiva e acessível.

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