TikTok prefere encerrar as operações do que ser vendido; entenda a situação

Recentemente, um desafio legal significativo surgiu para o TikTok nos Estados Unidos, colocando sua proprietária, a ByteDance, em uma posição delicada. De acordo com informações do jornal The Guardian, a empresa chinesa está considerando encerrar as operações do aplicativo nos EUA, ao invés de vendê-lo para uma companhia americana.

Sendo assim, quatro fontes anônimas revelaram que os algoritmos usados pelo TikTok são vitais para a ByteDance, descartando a venda como uma opção viável. Essa tecnologia, essencial para a operação da marca, torna a ideia de transferência para uma entidade americana altamente improvável.

Qual é o impacto da decisão de Joe Biden sobre o TikTok?

Aplicativo TikTok aberto no celular, com a logo a amostra. Ao fundo, símbolos do app desfocado.
Imagem: DANIEL CONSTANTE / shutterstock.com

Com a recente sanção de uma lei pelo presidente Joe Biden que pode banir o TikTok dos EUA, a ByteDance enfrenta um prazo de apenas 9 meses para decidir seu próximo passo. Este intervalo é crucial para a empresa buscar uma reversão desta decisão nos tribunais, uma jogada que pode se tornar histórica.

A despeito da gigantesca popularidade do TikTok globalmente, a plataforma opera no vermelho e contribui modestamente para os rendimentos totais da ByteDance, cujo produto principal é a rede de notícias Toutiao. Se a ByteDance optar por terminar as atividades do TikTok nos EUA, o impacto, segundo as fontes, seria limitado e mais benéfico do que ceder seus algoritmos.

Como a situação nos EUA afeta o Brasil?

No Brasil, o TikTok continua a crescer em popularidade, com mais de 82,2 milhões de usuários adultos, conforme dados de 2023 do portal Statista. A situação regulatória nos EUA não deve afetar diretamente os usuários brasileiros, mantendo a operacionalidade plena do app no país.

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Enquanto a ByteDance luta para manter suas operações e integridade tecnológica nos Estados Unidos, ela deve avaliar cuidadosamente os pros e contras de suas decisões futuras. A complexidade das leis internacionais e a importância dos algoritmos para o negócio tornam essa decisão uma das mais críticas na história recente da empresa.

Imagem: Ascannio / Shutterstock

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