Escândalo da Blaze: saiba mais

Uma polêmica envolvendo celebridades e influenciadores brasileiros, como Neymar e Felipe Neto, em parceria com um cassino virtual chamado Blaze, tem ganhado destaque nas redes sociais nas últimas semanas. Além disso, a empresa em questão acumula reclamações na web e enfrenta processos por roubo na Justiça.

Apesar de relatos negativos sobre a plataforma serem conhecidos desde o ano passado, a repercussão se intensificou recentemente com a publicação de um vídeo intitulado “BLAZE – Tire dos Pobres e dê aos Influencers” no canal do YouTube de Daniel Penin. O caso gerou debates sobre a atuação da empresa e dividiu opiniões entre os influenciadores.

Revelações sobre a plataforma e influenciadores envolvidos

No vídeo viral intitulado “BLAZE – Tire dos Pobres e dê aos Influencers”, Daniel Penin apresenta uma investigação minuciosa sobre a plataforma de apostas e cassino virtual. Ele alega ter recebido uma oferta de R$ 300 mil para fazer uma publicidade da Blaze, mas decidiu investir em um conteúdo crítico. Penin destaca que celebridades como Neymar e Gkay supostamente receberiam comissões.

O youtuber também chama atenção para a complexa estrutura empresarial por trás da Blaze, dificultando a identificação de seu verdadeiro dono ou representante no Brasil. O vídeo expõe reclamações de usuários, principalmente relacionadas a problemas com saques e dificuldades em receber os fundos. No entanto, Penin conclui que não possui informações suficientes para afirmar quem está no comando.

Histórico de reclamações e processos judiciais contra a Blaze

Desde 2020, a Blaze tem acumulado mais de 24,7 mil reclamações no site Reclame Aqui. Além disso, um levantamento realizado pelo Portal do Bitcoin em parceria com a OCCRP (Organized Crime and Corruption Reporting Project), uma rede global de jornalistas que investigam crimes transnacionais, revelou a existência de 15 processos judiciais contra a empresa em oito estados brasileiros

Por fim, esses processos foram movidos por usuários que alegam decisões arbitrárias da Blaze em relação ao dinheiro depositado na plataforma. Devido à sua sede em Curaçao e à falta de presenoficial da empresa no Brasil, é improvável que a Blaze seja acionada judicialmente.

Imagem: Reprodução/ Instagram (@neymarjr)

Relacionadas