Cientistas confirmam que nem todos os pandas são pretos e brancos

Considerados ícones da biodiversidade, os pandas-gigantes capturam corações ao redor do mundo com seu inconfundível pelo preto e branco. No entanto, em raras ocasiões, pandas com pelagem de cor marrom e branca são avistados, levantando questões sobre a origem dessa singular coloração.

Uma equipe de cientistas chineses conseguiu lançar luz sobre este mistério, revelando que a cor incomum é o resultado de uma variação genética natural. A pesquisa, focada no estudo de pandas tanto em cativeiro quanto na natureza, refutou a teoria anterior de que a coloração poderia ser consequência de endogamia em uma população decrescente.

O panda marrom mais notável conhecido pela ciência foi uma fêmea chamada Dandan, descoberta no condado de Foping em 1985. Desde então, foram registrados mais onze avistamentos de pandas marrons, comprovando que a característica não é isolada.

Qual a origem da pelagem marrom em pandas-gigantes?

Imagem de um panda
Imagem: Suki Lee / pexels.com

O estudo recente sobre pandas-gigantes marrons, publicado na revista PNAS em 4 de março, construiu uma ponte de compreensão entre a genética e a peculiaridade desses seres. A equipe, liderada pelo Dr. Fuwen Wei, examinou o panda marrom macho Qizai, resgatado em 2009.

Assim, comparando suas amostras de pelo com pandas pretos e brancos e descobrindo diferenças significativas nos melanossomas, responsáveis pela pigmentação.

A partir das informações genéticas e da montagem da árvore genealógica de Qizai, os pesquisadores conseguiram rastrear os parentescos e identificar a mutação genética responsável pela sua cor distinta. Foi revelado que, embora os pais de Qizai sejam pandas pretos e brancos, ambos carregavam uma cópia de um gene recessivo, o que em conjunto conduziu à coloração marrom de Qizai.

Por que a descoberta sobre a pelagem é tão importante?

A compreensão dessa variação genética nos pandas-gigantes marrons traz implicação direta para a conservação e reprodução dessas criaturas raras. O Dr. Wei enfatiza que esta descoberta é um passo à frente na compreensão da biodiversidade, abrindo caminhos para estratégias de preservação mais informadas.

Além disso, confirma-se que a coloração marrom é resultado de variação natural e não de endogamia, oferecendo alívio aos conservacionistas. Esta descoberta reforça a necessidade de proteger os habitats naturais dos pandas-gigantes, especialmente nas montanhas Qinling, onde esta coloração é mais prevalente.

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Em suma, a peculiaridade dos pandas marrons e brancos não apenas fascina cientistas e entusiastas da vida selvagem, mas também destaca a rica tapeçaria genética que define o reino animal. Conhecer e entender essas variações genéticas é crucial para promover medidas de conservação eficazes, garantindo que as gerações futuras possam continuar a se maravilhar com a diversidade de nosso planeta.

Imagem: Suki Lee / pexels.com

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