Bebês que ficam muito tempo na frente de telas podem apresentar atraso no desenvolvimento

Crianças que passam longas horas em frente a dispositivos eletrônicos, como tablets e smartphones, podem apresentar atrasos em seu desenvolvimento, alerta um estudo recente da Universidade de Tohoku, no Japão.

Publicada no renomado Journal of the American Medical Association (JAMA) of Pediatrics, a pesquisa acompanhou mais de 7 mil crianças desde o nascimento até os quatro anos de idade. Os resultados indicam que limitar o tempo de tela durante os primeiros anos de vida é essencial para um crescimento saudável.

duas crianças usando telefone juntos em sua cama
Imagem: suriyachan/Shutterstock.com

O que o estudo revela sobre o excesso de tempo de tela?

De acordo com o estudo, crianças que gastam quatro horas ou mais diante de dispositivos eletrônicos mostraram atrasos em áreas cruciais do desenvolvimento, como comunicação e resolução de problemas.

Os especialistas observaram que os atrasos ocorrem especialmente quando a exposição prolongada começa nos primeiros anos de vida, afetando habilidades que são essenciais para interações sociais e aprendizado futuro.

Qual é o tempo recomendado de telas para crianças?

A pesquisa também aponta que o impacto negativo do tempo excessivo de tela parece diminuir após os primeiros anos, mas os efeitos iniciais podem ter implicações duradouras.

Dessa forma, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Academia Americana de Pediatria recomendam que crianças com até 5 anos de idade não excedam uma hora diária de exposição a telas. Isso é fundamental para permitir que elas tenham tempo para brincar ativamente, interagir com outros indivíduos e ter um sono adequado.

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Quais são as consequências do excesso de tempo de tela nas crianças?

Crianças que têm entre 2 e 4 anos e passam muito tempo em frente a telas podem ter algumas consequências. Aqui estão algumas delas:

  1. Comunicação: dificuldade em aprender a se comunicar direito;
  2. Coordenação Fina: não desenvolvem a coordenação fina ao pegar objetos pequenos ou desenhar;
  3. Coordenação Grossa: atrapalha o desenvolvimento de habilidades autônomas como andar ou engatinhar;
  4. Resolver Problemas: não estimula o pensamento e a resolução de situações e impasses;
  5. Habilidades Pessoais e Sociais: o uso excessivo de telas pode fazer com que as crianças percam a chance de aprender como ter interações sociais.

Por fim, o psicólogo David J. Lewkowicz, do Centro de Estudos Infantis de Yale, enfatiza que a solução para esse desafio não está apenas em limitar o tempo de tela, mas também em promover interações familiares e atividades saudáveis.

Assim, substituir o tempo em frente às telas por brincadeiras ativas e envolvimento social pode ajudar a equilibrar o avanço tecnológico com o desenvolvimento infantil.

Imagem: ViDI Studio / Shutterstock.com

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